A loja virtual Amazon está apostando no preço para fazer com que o seu leitor eletrônico Kindle se mantenha competitivo no mercado, em meio ao crescimento de rivais como o iPad, da Apple, e outros aparelhos similares. A empresa apresentou uma nova versão do Kindle que vai custar R$ 550 (US$ 312) para os brasileiros, o menor preço já cobrado pelo aparelho – quando o produto começou a ser vendido para o Brasil, em outubro do ano passado, era preciso desembolsar em torno de R$ 1.000.
O novo Kindle (um aparelho que permite fazer o download de livros, revistas e livros e ler esse conteúdo em uma tela, em vez do papel) se conecta à rede apenas por Wi-Fi (internet sem fio), e não por 3G, sistema que usa a rede das operadoras de celular. A versão com 3G, que também foi remodelada, sai por R$ 725 (US$ 410).
Já é possível fazer a reserva do produto, mas as entregas só começam no dia 27 de agosto.
Os novos aparelhos continuam com tela de 6 polegadas, apesar de, segundo a Amazon, o corpo do produto ter ficado 21% menor e 15% mais leve. De acordo com a empresa, a tela do Kindle tem agora um contraste “50% melhor do que qualquer outro leitor eletrônico” – as viradas de página ficaram 20% mais rápidas. É possível carregar 3.500 livros no aparelho.
A estratégia da Amazon faz parte da competição com outros aparelhos do tipo. Desde que foi lançado, o iPad, que também pode servir como leitor eletrônico, mas tem outras funções, já registrou ao menos 3,3 milhões de unidades vendidas. Isso levou a Apple a conquistar participação de mercado rapidamente, colocando sob pressão rivais como o Kindle e o Nook, da Barnes & Noble's.
A Amazon não revela quantos leitores eletrônicos já vendeu até hoje, mas diz que os negócios triplicaram um mês após o último corte nos preços.